O tesoureiro da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Gilberto Joaquim Zochio, considerou normal a queda no número de consultas sobre emissão de cheques no comércio de Marília, no ano de 2016, diante do banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Acim, que apontou diminuição de 6,88% durante os 12 meses do ano que terminou. “Essa é uma tendência de que menos pessoas estão comprando e pagando através dos cheques”, acredita o dirigente da associação comercial local ao apontar os cartões de crédito, débito e benefícios como os meios mais utilizados. “O cheque é uma ordem de pagamento, que não chega a ser a vista e nem a crédito”, apontou ao lembrar da desconfiança de muitas lojas quanto a recebimento do cheque. “Existem lojas que não aceitam”, lembrou.

De acordo com os dados do SCPC da Acim foram realizadas em 2016 317.406 consultas no ano, sendo 6,88% a menos do que em 2015 que somou 340.841 consultas sobre os cheques emitidos. “A consulta é mais pra saber se o cheque não é roubado, furtado ou adulterado”, disse. “Além do lojista saber se existe restrição ou não do uso, por alguma situação do banco emissor”, disse Gilberto Joaquim Zochio ao observar os dados estatísticos apresentados pelo órgão de consulta mariliense. “O mês de dezembro, como sempre, foi o mês de maior consulta”, apontou o tesoureiro da diretoria da ACI de Marília, ao verificar as 32.742 consultas realizadas no ano pelos lojistas associados. O mês de abril foi o que apresentou menos consultas, com 24.140 consultas, com uma média mensal superior a 26 mil consultas realizadas mensalmente durante o ano.

Para o presidente da Acim, Libânio Victor Nunes de Oliveira, o porcentual dos cheques devolvidos por falta de fundos sobre o total movimentado caiu para 2,40% em novembro, de 2,46% em outubro. O indicador também foi menor que o registrado em novembro de 2015, quando havia ficado em 2,55%. No acumulado do ano, o porcentual dos cheques devolvidos alcançou 2,30%, mais uma vez registrando o pior resultado da série histórica, iniciada em 2006. De acordo com o dirigente, os cheques devolvidos recuaram 7,1% na comparação mensal enquanto os cheques movimentados caíram 4,9%, o que contribuiu para a queda na proporção no período. “Em termos absolutos, foram movimentados 46,630 milhões de cheques em novembro, com 45,510 milhões compensados e 1,120 milhão devolvidos”, especificou o presidente da Acim.

O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos em todo o país foi de 2,46% do total de emissões em novembro. É o segundo maior índice para o 11º mês do ano desde o início da série histórica do indicador. Em novembro, foram 1.119.608 cheques devolvidos e 45.510.164 compensados. O índice é menor do que o registrado em novembro do ano de 2015 (2,61%) e menor do que o registrado em outubro (2,52%). No acumulado do ano, até novembro, a porcentagem de cheques devolvidos foi de 2,37%. “Todo cuidado deve ser pensado, por isso a consulta é a principal arma para prejuízos maiores”, ressaltou Libânio Victor Nunes de Oliveira que considera a informação como o principal instrumento contra a inadimplência no comércio em geral. “O SCPC da Acim é a principal arma contra esse tipo de situação”, garante.