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Acim alerta para cobrança cartorária ilegal

Adriano Luiz Martins, presidente da Acim, mostra preocupação quanto ao novo golpe no comércio

A diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília está fazendo um alerta aos comerciantes em geral, para um novo tipo de golpe no comércio mariliense, em que alguns lojistas estão recebendo cobrança ilegal via cartórios de notas, causando transtorno e prejuízos aos lojistas. “Essa ação é perigosa e o comerciante precisa ficar bem atento, pois, uma vez envolvido o empresário tem que se manifestar contrário de forma imediata”, disse em tom de preocupação o presidente da entidade, Adriano Luiz Martins, que se surpreendeu com a “engenharia” do golpe. “Envolvendo bancos, cartórios e advogados”, acrescentou o dirigente ao fazer o alerta e tomar as primeiras ações para coibir o golpe. “A Acim está promovendo as primeiras ações, mas o lojista tem que ficar atento”, alertou.

O golpe é completo. Uma cobrança via Correios é recebida pelo comerciante em nome de um Cartório Notas. Ao tomar conhecimento da correspondência e buscar informações no cartório, a surpresa aparece de que um título bancário foi registrado por falta de pagamento. Seguindo a ordem, ao se dirigir ao banco que emitiu a cobrança eletrônica, o lojista fica mais surpreso de que um boleto bancário ilegal foi registrado na instituição financeira e não foi liquidado. Tudo isso, sem conhecimento do comerciante que é a vítima do golpe. Ao buscar o nome da empresa que emitiu a cobrança bancária, e o registro no cartório, de nome Editora Net Alfa Ltda, sem a comprovação de um documento assinado pelo lojista da contratação do serviço ou publicidade. “É nessa comprovação que se complica o golpe”, disse Adriano Luiz Martins ao afirmar que é impossível encontrar alguém da empresa para explicar ou comprovar a contratação. “Os dados desta empresa são todos duvidosos”, ressaltou o dirigente mariliense ao fazer o alerta do golpe e informar as autoridades neste sentido.

Os advogados da associação comercial mariliense estão encaminhando a Promotoria Pública todos os dados recebidos por comerciantes associados, bem como documentos envolvidos e pesquisa realizada. “Estamos oficializando as autoridades para que iniciem um levantamento neste sentido e esclareça a questão”, disse Adriano Luiz Martins que lamenta o envolvimento dos bancos e cartórios neste golpe. “Eles estão sendo usados, e indiretamente prejudicam o comerciante que é a maior vítima”, completou ao lamentar as facilidades que os golpistas encontram neste sentido, tanto nas instituições financeiras como nos cartórios. “Talvez os bancos deveriam criar mais critérios aos clientes que querem emitir cobrança bancária, bem como os cartórios se documentarem ao fazer o registro do possível débito”, sugeriu.

Neste golpe é inevitável o prejuízo do comerciante. Para “limpar” o nome da empresa, ou pessoal, dependendo do golpe, será preciso a intervenção de um advogado e iniciar um processo jurídico de sustação de protesto neste sentido, o que exigirá “paciência”, tempo e custo da vítima, o que pode ocasionar prejuízos empresariais sem precedentes. “Se pagar no cartório, não recupera o dinheiro e pode virar refém do golpista”, reforçou Adriano Luiz Martins bastante preocupado com a complexidade do golpe, e a falta de opção da vítima. “Quem for vítima que nos procure para reforçar a nossa documentação junto a promotoria pública”, comentou ao acreditar na ação imediata dos promotores públicos para coibir a ação dos marginais. “Precisaremos ser rápidos para que isso não se alastre”, opinou.

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