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Agosto atinge em Marília R$ 16,5 milhões de dívida

Adriano Luiz Martins, presidente da Acim, preocupado com o valor acumulado de dívidas existentes no comércio

O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Adriano Luiz Martins, mostrou-se preocupado com os dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da entidade de classe local, que aponta o valor de R$ 16,534.751,50 como o recorde em 2018 neste último mês de Agosto de dívidas acumuladas nos últimos cinco anos entre os inadimplentes marilienses. “Isso preocupa, pois, é um valor perdido em que boa parte pode ser recuperada”, comentou ao repetir o alerta entre os comerciantes da cidade, para que se informem bem antes de conceder o crédito para clientes. “Não existe outra forma de proteção, senão a consulta, para tomar a decisão do crédito ao consumidor”, repetiu o dirigente ao notar os 0,83% de elevação deste débito no comparativo com o mês de Julho que era o recorde anterior com R$ 16.398.037,68 de valor acumulado. “Desde Maio já estávamos com mais de R$ 16 milhões de dinheiro tido como perdido”, disse.

De acordo com o presidente da associação comercial esse dinheiro acumulado nos últimos cinco anos prejudica de forma direta o comércio varejista da cidade, afinal, deixa de ser investimento ou pagamento na empresa. “Pior é que o comerciante pagou imposto da mercadoria que vendeu; pagou a comissão da venda; o dinheiro investido e ainda ficou sem o dinheiro e sem o produto”, lamentou Adriano Luiz Martins que acredita ser esse um dos motivos do fechamento de algumas micro e pequenas empresas que não suportam inadimplência elevada. “A inadimplência é como se fosse uma doença silenciosa”, exemplificou. “Muitas vezes o comerciante demora para perceber e quando percebe é tarde”, comparou.

Desses R$ 16.534.751,50 de dívida acumulada nos últimos cinco anos no comércio de Marília, isso tudo representa 40.804 dívidas cadastradas com uma média de R$ 405,00 cada no valor. Somente de devedores são: 23.366 inadimplentes que perfazem uma dívida de R$ 708,00 cada, o que é considerado elevadíssimo. “Percebe-se que um devedor tem várias dívidas”, comparou Adriano Luiz Martins que tem sugerido sempre ao empresariado que antes de conceder o crédito ao consumidor, que verifique os antecedentes, o comportamento e o poder de pagamento da dívida por parte do cliente. “É possível, através do SCPC da Acim, ter um histórico do consumidor quanto as questões financeiras, ajudando na decisão que é sempre do lojista”, falou Adriano Luiz Martins.

É possível ter uma noção do perfil dos principais devedores no comércio varejista de Marília. Tem de 30 a 40 anos de idade e é do sexo feminino. “Isso não quer dizer muita coisa, mas o importante é ter um sistema de consulta dentro da loja, e ao vender no crediário, se informe antes de concretizar a venda”, reforçou Adriano Luiz Martins ao lembrar que no SCPC da Acim existem vários modelos de consultas para pessoas físicas e jurídicas. “No mundo da eletrônica que vivemos é possível, de forma rápida e prática, saber muito do potencial de compra do consumidor e das empresas”, disse ao lembrar que esses dados são relacionados às vendas pelo crediário. “No comércio temos as vendas a vista, pelo cartão de crédito e pelo crediário”, apontou o presidente da associação comercial mariliense ao lembrar que entre os cartões as vendas são pelos cartões de débito, crédito e benefícios, formas mais seguras de vender e receber por serem garantidas e imediatas.

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