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Arrecadação supera R$ 2 trilhões com um mês de antecedência

Carlos Francisco Bittencourt Jorge, secretário da diretoria da Acim, avalia a quantidade de impostos pagos

O secretário da diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Carlos Francisco Bittencourt Jorge, mostrou-se assustado com os dados do Impostômetro da ACSP que alcançou o valor de R$ 2,1 trilhões, na última quarta-feira, em razão da antecipação do montante recolhido pelo Governo em geral. “Esse valor se aproxima da arrecadação total de 2017, o que indica aumento da arrecadação tributária e reforça que o problema das finanças públicas brasileira não está no lado da receita, mas sim das despesas”, disse o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, ao fazer o anúncio. “Um valor elevado por uma prestação de serviço público péssima”, resumiu o dirigente mariliense.

Esse valor, segundo o monitoramento do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em 2017, foi atingido um mês depois, no dia 21 de Dezembro. “O valor de R$ 2,1 trilhões se aproxima do total arrecadado no ano passado inteiro”, continuou Alencar Burti. “Parte disso é reflexo de alguma recuperação econômica e da elevação de preços, especialmente da energia elétrica e dos combustíveis, que têm tributação elevada”, tenta justificar. “É preciso atacar o lado das despesas”, declara Alencar Burti, que é o presidente da ACSP e da Facesp, simultaneamente.

O risco de aumento nos impostos é grande, de acordo com o líder paulistano. “Enquanto o País estiver com déficit nas contas públicas, haverá risco de aumento de impostos”, afirma com experiência. “Espera-se que o novo governo se proponha a enfrentar essa questão fiscal sem mexer nos tributos ― a não ser para simplificá-los ou até mesmo reduzi-los”, complementa o dirigente que está em finais de mandatos. “Aumentando impostos o Governo dá um tiro no próprio pé, pois, não resolverá a questão e sim aumentará a sonegação”, acredita o dirigente que concorda com as colocações do dirigente paulistano.

O painel informa o valor total de impostos, taxas, contribuições e multas que a população brasileira paga para a União, os estados e os municípios. Foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios e capitais se espelharam na iniciativa e instalaram seus painéis. No portal www.impostometro.com.br é possível visualizar valores arrecadados por período, estado, município e categoria.

MARÍLIA – O Estado de São Paulo já contribuiu com mais de R$ 780 bilhões arrecadados pelos empresários paulistas, o que representa mais de 38% do valor total de impostos pagos no País, enquanto que a cidade de Marília contribuiu com esse valor paulista, com mais de R$ 203 milhões. “São valores expressivos que comparados com a qualidade do serviço público, passa a ser caro”, disse Carlos Francisco Bittencourt Jorge ao avaliar os dados da pesquisa ao verificar a cidade de Bauru, maior que Marília, que arrecadou mais de R$ 307 milhões, enquanto que outras como Presidente Prudente, mais de R$ 202 milhões e Araçatuba com mais de R$ 135 milhões arrecadados pelos Governos Municipais. “A questão não é quanto se arrecada e sim a forma de gestão desse dinheiro que precisa voltar para as comunidades através de investimentos e serviços”, comentou o secretário da diretoria da associação comercial de Marília.

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