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Associação comercial alerta para mudança do Natal

Gilberto Joaquim Zochio, da Acim: “O período natalino foi ampliado”, com a “Black Friday”

O tesoureiro da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Gilberto Joaquim Zochio, considerou interessante o anúncio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre as vendas do comércio varejista que caíram 2,2% em dezembro diante a comparação com o mês de novembro, na série com ajuste sazonal. “Na comparação com dezembro de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,6% em dezembro de 2018”, disse em tom de preocupação ao observar uma mudança de comportamento no varejo com as vendas da “Black Friday” no mês de Novembro, que exigirá uma reavaliação por parte dos comerciantes quanto as vendas de final do ano. “Precisamos desenhar um novo período para o Natal”, sugere.

Segundo o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), foi um resultado muito fraco. “Mas que reflete o sucesso da “Black Friday”, que tem mudado o comportamento do consumidor, estimulando-o a antecipar compras”, afirma o dirigente paulista. “Cada vez mais novembro se consolida como um dos meses mais fortes para o setor”, frisou o que vem dizendo há meses, principalmente, quando observa que as vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,3% no ano passado. “A boa notícia é que o comércio cresceu pelo segundo ano consecutivo, após dois anos de quedas”, entusiasmou-se. “A má notícia é que as retrações foram muito maiores do que as altas que vieram depois, fazendo com que o setor ainda tenha um longo caminho pela frente até retornar ao patamar pré-crise”, disse com propriedade de dados anteriores.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 1,7% em dezembro diante ao mês de novembro, na série com ajuste sazonal. A receita nominal cresceu 4,8% no ano passado. Apesar disso, de novembro para dezembro, o setor teve quedas de 2,2% no volume e de 3,4% na receita nominal. Na comparação com dezembro de 2017, as altas foram de 0,6% no volume e de 3,9% na receita. Apenas três das oito atividades do varejo encerraram o ano de 2018 com crescimento no volume de vendas, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo IBGE. Os destaques positivos foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%).

Já o setor de equipamentos e material de escritório, informática e comunicação ficou praticamente estável, com ligeira alta de 0,1%. Na direção oposta, houve perdas em combustíveis e lubrificantes (-5,0%), o maior impacto negativo para a queda no varejo no ano, seguido por tecidos, vestuário e calçados (-1,6%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-14,7%). A atividade de veículos, motos, partes e peças cresceu 15,1%, o melhor desempenho em 11 anos, enquanto Material de construção subiu 3,5%.
Para Gilberto Joaquim Zochio a “Black Friday” precisa ser vista com outro olhar, diante da queda de 2,2% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de novembro para Dezembro, provocada por uma antecipação de compras no mês anterior, motivada pelos descontos da “Black Friday”, praticados ao fim do mês de novembro. “O período natalino foi ampliado”, acredita.

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