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Bancos lideram lista de consumidor devedor

Adriano Luiz Martins, da associação comercial, faz o alerta sobre devedores e dívidas


Com a proximidade das vendas para o Dia das Mães, o segundo melhor período para o comércio, o vice presidente da diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Adriano Luiz Martins, observa recente pesquisa desenvolvida no comércio em geral de que o volume de dívidas em atraso de pessoas físicas caiu 4,42% em março sobre o mesmo período de 2016, na menor variação da série histórica da pesquisa iniciada em 2010 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). “Não deixa de ser um sinal positivo em favor do comércio, apesar de que débito nunca é bom para o comerciante”, comentou o dirigente mariliense que também está otimista quanto as vendas para o Dia das Mães, no segundo domingo de maio.

O maior recuo ocorreu no setor de comunicação (-18,10%), seguido do comércio (-6,11%), serviços de água e luz (-1,53%) e bancos (-0,05%). No entanto, a grande concentração de inadimplência está no segmento onde a retração foi mais inexpressiva: os bancos. Quase a metade das dívidas (48,9%) é de pendências com as instituições bancárias. No comércio estão 20,5% dos débitos não quitados e na área de comunicação, (13,9%). “Os bancos estão sofrendo mais com a inadimplência, por correram maiores riscos”, acredita o vice presidente da ACI de Marília.

Diminuir dívidas não está diretamente relacionada a diminuição de devedores, afinal, mais de uma pessoa pode contrair mais de uma dívida. É o que mostra a pesquisa realizada. O total de inadimplentes cresceu no primeiro trimestre, somando 59,2 milhões diante dos 58,7 milhões em igual período de 2016. Esse universo equivale a 39,36% da população adulta, entre 18 e 95 anos. A maior parte, mais da metade (50,12%), tem entre 30 e 39 anos. O maior número de consumidores negativados (25,1 milhões) é da região Sudeste, seguido pelo Nordeste com 15,57 milhões; Sul (8,34 milhões); Norte (5,31 milhões) e o Centro-Oeste (4,84 milhões).

A sugestão do dirigente da associação comercial é consultar o banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Acim que proporciona maior segurança na concessão do crédito. “Nosso sistema é rápido, prático e nacionalizado, ou seja, quem dever em qualquer loja do Brasil, o sistema acusa”, explicou ao dizer que mesmo com a consulta o comerciante deve conseguir o maior número possível de informações sobre o consumidor. “Referências de lojas e pessoais podem ajuda, bem como a definição do perfil da família, principalmente quanto aos ganhos e compromissos assumidos”, comentou Adriano Luiz Martins que aponta a inadimplência como sendo o principal vilão do comerciante. “Age de forma silenciosa e sempre aparece de surpresa”, apontou.

As vendas com os cartões de crédito, débito e benefícios ajudam muito pelas garantias, porém, os custos operacionais em determinadas lojas passam a ser um problema. “Uma micro ou pequena loja pode ter dificuldades neste sentido, apesar das garantia da operadora dos cartões”, comentou Adriano Luiz Martins que tem conhecimento de muitas lojas que deixaram de receber os pagamentos através dos cartões. “O melhor de todos é o cartão de benefícios que vem pelo desconto na folha de pagamentos”, apontou ao lembrar que o cartão de débito é automático e pode ser considerado uma venda a vista, mas com custo operacional. “Esses custos podem ser conduzidos como investimento”, apontou ao fazer o alerta em virtude dos prazos e obrigações exigidas pelas operadoras. “Nada supera a venda com dinheiro”, resumiu.

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