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Bimestre apresenta elevação nas consultas ao SCPC da Acim

Adriano Luiz Martins comemora a elevação no índice de consultas ao SCPC nos últimos quatro anos

 

Pela primeira vez nos últimos quatro anos os dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, apresentam elevação nos meses de janeiro e fevereiro no número de consultas, um comportamento diferente do que vem sendo apresentado nos últimos anos, causando surpresa para a diretoria da associação comercial local. “Isto quer dizer que o comerciante está animado e enfrentando a crise de frente”, disse o presidente da Acim, Adriano Luiz Martins, ao observar elevação média no bimestre de 1,52%, tendo o mês de janeiro um crescimento de 0,91% e em fevereiro de 2,18% entre as consultas ao SCPC da Acim. “Comerciantes voltaram a consultar o crediário, estimulados pela procura do consumidor”, anunciou o dirigente mariliense.

De acordo com Adriano Luiz Martins com mais consultas ao banco de dados do SCPC da Acim, maior o número de pessoas nas lojas procurando comprar. “Isto não quer dizer elevação nas vendas”, explicou ao lembrar que o fato do comerciante consultar, não quer dizer que a venda foi concretizada. “Quer dizer que o consumidor está visitando as lojas, querendo comprar”, acrescentou o presidente da associação comercial ao verificar os dados estatísticos dos últimos anos e perceber as médias nos primeiros bimestres dos anos: 2017 (-5,80%); 2016 (-2,08%); 2015 (-10,82); e 2014 (-6,38%). “Em todos esses anos observamos índices negativos, agora são positivos”, falou animado o dirigente mariliense confiante em crescimento nas vendas no comércio varejista.

Para Adriano Luiz Martins o comércio é consequência de outros comportamentos. “O emprego, com o poder de compra das famílias sendo maior, isso afeta diretamente o comércio”, exemplificou ao lembrar da queda dos juros. “Neste caso o Banco Central deve diminuir ainda mais as taxas, facilitando o crediário com menos juros, o que ajuda muito o comércio, também”, frisou ao aguarda a queda dos impostos que ainda não aconteceu. “Mas somente o fato de não ter aumentado, para pagar o déficit anunciado, já ajudou um pouco”, disse ao lembrar que para o comércio prosperar rápido, a queda das taxas e dos impostos (ou das alíquotas) ajudariam sobremaneira o desempenho do comércio varejista. “Mas se continuarmos a ter mais empregos e menos juros, já conseguiremos ter um respiro melhor”, opinou ao acreditar em índices mais animadores para os próximos meses.

Outro dado elevado, porém, esperado é quanto as consultas sobre os cheques. De acordo com o levantamento bimestral, os dois primeiros meses do ano houve queda de 62,12% nas consultas sobre os cheques emitidos. “Isto reforça a tese de que as vendas com cartões crescem mensalmente”, disse Adriano Luiz Martins ao citar os cartões de crédito, débito e benefícios, que não passam pelo sistema do SCPC da Acim. As consultas jurídicas, sobre os cadastros das empresas, manteve-se no crescente com elevação de 14,30% o que demonstra que cada vez mais uma empresa está consultando sobre a outra para negócios mais seguros. “O importante é que o comércio está resistindo a crise, e se não houver nenhum escândalo político a frente, a tendência é de plena recuperação”, prevê o presidente da associação comercial de Marília.

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