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Cai valor da dívida acumulada no comércio de Marília

Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, preocupado com as dívidas acumuladas nos últimos cinco anos

O valor de débito acumulado nos últimos cinco anos de consumidores inadimplentes no comércio de Marília caiu 0,77% no comparativo entre os meses de abril e maio, de acordo com os dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília que apontam números de R$ 15.602.566,31 como valor total de dívidas acumuladas. “Esse valor deixa de circular entre as lojas da cidade, prejudicando sensivelmente a economia local”, disse o presidente da associação comercial local, Libânio Victor Nunes de Oliveira. “Esse é o valor total acumulado nos últimos cinco anos”, ressaltou o dirigente.

De acordo com os levantamentos do SCPC da Acim no mês de abril o acumulado foi no valor de R$ 15.724.273,54 e a expectativa era de que o valor ultrapassasse a barreira dos R$ 16 milhões. “Felizmente não chegou, mas mesmo assim o valor é preocupante”, comentou Libânio Victor Nunes de Oliveira que lamenta os números atingidos, afinal, quem mais perdeu foi o comerciante. “O lojista perde o produto, deixa de receber e ainda é preciso pagar os impostos e comissões”, disse o dirigente que sugere muita cautela na venda pelo crediário. “É preciso consultar e ter o maior número possíveis de informações sobre o cliente”, reforçou o presidente da associação comercial local.

Dos R$ 15.602.566,31 acumulados no mês passado, R$624,00 é o valor médio de devedores cadastrados no banco de dados do SCPC da Acim, que contam ainda com a média de R$358,00 por dívidas. “Isso quer dizer que um devedor tem várias dívidas”, ressaltou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao ver os números no levantamento realizado pelo SCPC da Acim. São 25.018 devedores cadastrados, o mais baixo dos últimos cinco meses do ano. “São 43.557 dívidas existentes, que perfazem 1,7 dívidas por devedor”, comparou o presidente em tom de preocupação, afinal, esse valor total poderia ser revertido em estoque, ampliação da loja, mais contratações e outros investimentos que deixaram de ser feito.

Na opinião do presidente da associação comercial mariliense o lojista que está com muitas dívidas acumuladas, deve procurar um acordo com o credor em todos os sentidos. “É melhor receber algo, do que não receber nada”, acredita Libânio Victor Nunes de Oliveira que sugere a Junta de Conciliação Comercial para os devidos acordos. “Em Marília o Cejusc faz um excelente trabalho neste sentido e tem conseguido bons acordos”, comentou ao lembrar que este programa agiliza e desafoga a Justiça Comum. “Os acordos além de resgatar parte do prejuízo aumenta o número de consumidores em condições de voltar a comprar no crediário”, defendeu o dirigente da associação comercial local.

COMO SABER – O consumidor que tiver interesse em saber como está a informação do próprio CPF no banco de dados do SCPC da Acim, basta procurar a sede da associação comercial com um documento pessoal e pedir a informação. “Isso é importante, pois, existem pessoas que não sabem, ou não se lembram, que estão com o nome no SCPC”, alertou ao enfatizar que a informação é nacionalizada, ou seja, a restrição é em todo o território nacional. “Uma vez em débito no comércio de Marília, o devedor passa a dever em todo o Brasil”, reforçou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao chamar a atenção de ambos: consumidor e comerciante.

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