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Cartões atingem R$ 2 trilhões em 2020, diz vice presidente

Carlos Francisco Bittencourt Jorge, vice-presidente da associação comercial, fala sobre o comércio através dos cartões

Carlos Francisco Bittencourt Jorge, vice-presidente da associação comercial, fala sobre o comércio através dos cartões

O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília, Carlos Francisco Bittencourt Jorge, considerou elevada a movimentação financeira envolvendo os cartões de crédito, débito e pré-pagos, no Brasil, que chegaram aos R$ 2 trilhões em 2020. “Isso corresponde a um crescimento de 8,2% na comparação com o ano anterior”, disse o dirigente mariliense ao ler o balanço divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que fez estudos neste sentido, e mostrou que, entre as modalidades de pagamento, o uso do cartão de débito teve desempenho acima da média em 2020, chegando a R$ 762,4 bilhões, com crescimento de 14,8%. “Isso mostra uma mudança de comportamento do consumidor”, alerta o dirigente mariliense.

De acordo com o balanço realizado o cartão de crédito registrou R$ 1,18 trilhão em transações, com alta de 2,6%. Já o cartão pré-pago movimentou R$ 45,3 bilhões e cresceu 107,4% no ano passado. “O comerciante em geral não tem mais como não ter esta opção de pagamento no varejo, principalmente na loja física”, disse o vice-presidente da diretoria executiva da associação comercial de Marília, ao lembrar que para as vendas eletrônica o cartão de plástico é quase inevitável. “Muitas lojas passaram a ter a opção do boleto bancário como forma de atrair mais consumidores”, disse Carlos Francisco Bittencourt Jorge ao lembrar da facilidade para comerciantes e consumidores o uso do cartão seja para pagamento à vista ou à crédito. “Até mesmo os cartões de benefícios são aceitos em muitas lojas”, falou ao apontar a outra crescente forma de pagamento no varejo em geral.

Carlos Francisco Bittencourt Jorge acredita que, apesar da pandemia envolvendo a Covid-19 e dos efeitos para o país, o resultado superou as expectativas de desempenho do setor, mostrando forte recuperação no segundo semestre. O balanço mostrou que ao todo foram feitas 23,3 bilhões de pagamentos com cartões ao longo do ano, 3,6% a mais do que no ano anterior. “Esses números só tendem a crescer”, garante o vice-presidente da associação comercial de Marília, ao enxergar um comportamento tanto interno como externo do consumidor, já que os gastos de brasileiros no exterior caíram 60% e registraram o menor resultado em 16 anos de US$ 3,46 bilhões (R$ 16,8 bilhões). “Foram menos viagens para o exterior”, justificou. Já as compras feitas por estrangeiros no Brasil caíram 48,3%, somando US$ 2,16 bilhões (R$ 10,6 bilhões). “Também por culpa da pandemia”, frisou.

O dirigente de Marília reconhece que as vendas eletrônicas são as que mais impulsionam o uso. Com a adesão maior dos consumidores ao comércio “on-line” por causa da pandemia e do isolamento, houve aumento de 32,2% no ano no uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais. O valor movimentado foi de R$ 435,6 bilhões. Os pagamentos por aproximação, modalidade que permite o pagamento sem contato físico com a máquina de cartão, aumentou 469,6% na comparação com 2019, atingindo R$ 41 bilhões em transações. O mais usado nessa função foi o cartão de débito, com R$ 19,5 bilhões, seguido pelo cartão de crédito, com R$ 18,8 bilhões, e pelo cartão pré-pago, com R$ 2,7 bilhões. “É preciso reconhecer que o uso dos cartões é crescente, porém, já com os dias contados, diante da nova modalidade de pagamento com o sistema Pix”, lembrou o dirigente que sugere o comerciante estar sempre atualizado quanto as formas de recebimento por parte do consumidor em geral.

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