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Começa a liberação de R$ 100 mi para o micro e pequeno comércio

Adriano Luiz Martins defende ajuda maiores aos empreendedores por parte dos governantes

Adriano Luiz Martins defende ajuda maiores aos empreendedores por parte dos governantes

 

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília, Adriano Luiz Martins, disse que o início da liberação de R$ 100 milhões em crédito por meio do Desenvolve SP, será insuficiente. De acordo com o dirigente mariliense o Governo Paulista terá que criar outras alternativas para acudir o empreendedor em geral. “Esse início de crédito liberado está voltado para capital de giro de micro e pequenos empreendimentos paulistas”, falou o presidente da associação comercial local, preocupado com a situação financeira de muitos empreendedores de Marília e região, afetados diretamente pela quarentena imposta pelo Governo do Estado de São Paulo, no combate a pandemia ao Covid-19. “Penso que em breve o Governador terá que anunciar um outro valor maior”, acredita.

Segundo Adriano Luiz Martins é importante que o empreendedor busque informações sobre esta linha de crédito que será totalmente digital, com solicitações 100% “on-line” no portal www.desenvolvesp.com.br. “Isso pode ajudar alguns, mas a grande maioria pode ter problemas de acesso, por falta de conhecimento digital”, refletiu o dirigente da associação comercial de Marília, ao lembrar que as solicitações podem ser feitas por micro ou pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. “O varejo vive de vendas e com as portas fechadas isso prejudica diretamente o comércio em geral”, reclamou ao lembrar que na quarentena o comércio, nas regiões com a fase vermelha, é obrigado a fechar as portas e vender, apenas, através do e-commerce que ainda é insuficiente para a manutenção da receita da grande parte das lojas.

Estas condições apresentadas pelo Governo do Estado de São Paulo, segundo Adriano Luiz Martins, precisa ser bem estudada pelo empreendedor. Para ter acesso ao crédito, a linha oferecida tem taxa mensal de 0,8% mais a Selic (taxa básica da economia brasileira) estipulada pelo Banco Central. O Desenvolve SP estendeu o prazo máximo de carência para 12 meses, com 60 parcelas mensais para quitação do empréstimo. O banco vai permitir que o empreendedor escolha entre o faturamento de 2019 e o de 2020 na negociação do empréstimo, o que dá mais flexibilidade ao serviço. “Acredito que outras linhas e em outras condições poderão ser apresentadas em breve, afinal, não existirá outra alternativa de ajuda ao varejo, sem a sustentabilidade da empresa”, opinou ao defender o auxílio emergencial para empregadores e empregados. “Sem circulação de dinheiro o comércio não tem ritmo”, disse.

De acordo com o Governo do Estado a liberação do crédito será agilizada porque as garantias exigidas das empresas são pequenas. O Desenvolve SP tem respaldo do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) e o Fundo de Aval (FDA), criado pelo governo paulista, com recursos próprios, no início da pandemia. “Será preciso discutir a parte trabalhista e tributária que serão dois pontos sensíveis para o empresariado em virtude de serem obrigações incontestáveis”, defende Adriano Luiz Martins que acredita em um trabalho político neste sentido. “Quanto mais houver a demora, mais empresas fecharão e isso representará mais desemprego e menos tributos arrecadados”, falou em tom de preocupação.

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