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Consultas sobre “cheques” mantém queda no SCPC

Carlos Francisco Bittencourt Jorge, secretário da diretoria da Acim, comenta as consultas sobre os cheques

Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília confirmam que o uso do cheque no comércio varejista em geral vem caindo sistematicamente com novas alternativas como os cartões de crédito, débito e de benefícios, que passaram a ser as principais formas de pagamento. “Além do custo operacional, o uso dos cheques é visto com desconfiança por parte do lojista”, disse o primeiro secretário da diretoria executiva da associação comercial mariliense, Carlos Francisco Bittencourt Jorge, ao observar o levantamento mensal do SCPC da Acim. “A média chega a 71,5% negativos ao ano, somente nos três trimestres de 2018”, disse o dirigente ao verificar as 65.984 realizadas este ano, diante das 231.545 realizadas nos nove meses do ano passado.

De acordo com o secretário da diretoria da Acim a queda é esperada, no entanto, a velocidade dos índices negativos é que está surpreendendo. “Desde o mês de Maio as quedas são superiores a 70% ao mês”, verificou o diretor da Acim ao mostrar o quanto o uso dos cheques vem caindo. “Existem estabelecimentos comerciais que se quer utilizam os cheques como forma de pagamento”, lembrou o secretário ao apontar os postos de gasolina como os principais pontos comerciais que deixaram de receber os cheques diante do descrédito. “Houve uma época em que os postos de gasolina consideravam arriscado receber um cheque e passaram a não receber mais, diante dos prejuízos”, lembrou o dirigente.

Mas não é a desconfiança que fez o cheque deixar de ser uma forma de pagamento no comércio varejista, diante das facilidades em rasurar, adulterar e falsificar. Segundo Carlos Francisco Bittencourt Jorge os cartões de crédito, débito e de benefícios passaram a ser mais seguros e ágeis. “Essa mudança de comportamento estamos sentindo há décadas”, admitiu o secretário da diretoria da Acim. “O crescimento dos cartões de crédito, débito e de benefícios superam, inclusive, os pagamentos a vista”, acredita o dirigente mariliense que vem conversando com alguns lojistas sobre o assunto, e percebe que mesmo as operadoras cobrando taxas e juros elevados, mesmo assim, é vantajoso receber através dos cartões. “Isso passou a ser comum em qualquer loja de qualquer tamanho”, reconheceu. “Até autônomos e prestadores de serviço”, disse.

Independente do uso intenso ou não dos cheques, o conselho da diretoria da associação comercial é sempre o de captar o maior número possível de informações pessoais e cadastrais do consumidor em qualquer venda a prazo, seja com os cheques ou carnês. “Tendo o maior número possível de informações e dados sobre o cliente, melhor o relacionamento e principalmente se houver a necessidade de uma cobrança”, disse Carlos Francisco Bittencourt Jorge ao apontar os cuidados na captação das informações antes e durante o contato com o cliente. “Todo cuidado é pouco e havendo um procedimento padrão de consultas, fica mais segura a venda e a certeza do recebimento passa a ser maior”, acredita o dirigente que nota outra realidade nas consultas empresariais. “No relacionamento entre empresas, nos nove meses do ano, houve um aumento de 0,6%, mantendo o patamar médio de 3,5 mil consultas por mês”, mostrou o diretor da Acim ao deixar claro que a informação cadastral é necessária seja para os casos de pessoas físicas ou jurídicas.

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