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Cresce a digitalização de pequenos negócios, diz pesquisa

Carlos Francisco Bittencourt Jorge, secretário da associação comercial, fala sobre o comércio eletrônico

Carlos Francisco Bittencourt Jorge, secretário da associação comercial, fala sobre o comércio eletrônico

 

Como era de se esperar a digitalização de pequenos negócios vem crescendo como alternativa de combater a quarentena que obriga a maioria das lojas a estarem fechadas para o atendimento público. Pesquisa do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela que a pandemia estimulou a digitalização dos micros e pequenos negócios, com 70% dessas empresas atuando nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar as vendas. Em maio, bem no início da pandemia, esse porcentual era de 59%. “O comércio precisa se reinventar e o e-commerce é a melhor alternativa”, disse o secretário da diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília, Carlos Francisco Bittencourt Jorge. “Existem segmentos que tiveram incremento superior a 20%, como é o caso dos segmentos de energia, que apresentou aumento de 37%; beleza, com 27%; bem como educação e construção civil, que viram o número de empresas ativas nesse ambiente crescer em 20%”, disse animado.

Segundo dados da pesquisa desenvolvida, a plataforma “Whatsapp” é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 84% de adeptos. Cerca de 90% das empresas que exercem atividades como Artesanato, Beleza e Moda, e que digitalizaram a comercialização dos produtos, usam esse recurso para vender seus produtos e serviços. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 54% e 51%, respectivamente. Apenas 23% dos negócios vendem por sites próprios. “Neste momento de quarentena a loja não pode é ficar parada, mesmo sem o atendimento público”, falou o dirigente ao lembrar que o Decreto Estadual proíbe o atendimento, mas a produção pode continuar com entregas via “drive thru” ou “delivery” que são as alternativas de manter a loja vendendo. “Os pedidos e atendimentos são eletrônicos, mas a entrega é física”, explicou o dirigente mariliense.

Outro dado apresentado pela pesquisa é que as micros e pequenas empresas usam a digitalização de forma mais profissional do que os microempreendedores individuais (MEI), pois utilizam ferramentas mais voltadas para a gestão dos próprios negócios. Entre as micros e pequenas empresas, 55% usam ferramenta de gestão. Já entre os MEI, esse número cai para 25%. A diferença também é confirmada quando o assunto é ferramentas para gestão de clientes (CRM), que são utilizadas por 25% dos donos de micros e pequenas empresas, mas por apenas 12% dos microempreendedores individuais.

Com o objetivo de assessorar o comerciantes mariliense, a associação comercial local criou uma plataforma de e-commerce: www.marilia.dakki.com.br em que o comércio eletrônico acontece de forma direta, com pagamentos via cartão de crédito ou débito, boleto bancário, ou pelo sistema PIX. “São quase 300 lojas genuinamente marilienses que participam deste comércio eletrônico local, que independente da quarentena estão produzindo”, falou ao lembrar que a plataforma ainda oferece serviço de entrega exclusivo. “Reconheço que ainda é cedo para acompanhar o volume de vendas presencial, mas é melhor do que ficar parado ou fechado”, opinou ao sugerir aos comerciantes que ainda não adotaram esse modelo que façam um teste. “É preciso começar, cedo ou tarde, para num futuro tem um bom volume de vendas”, sugeriu Carlos Francisco Bittencourt Jorge ao considerar o e-commerce como a melhor alternativa no momento.

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