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Dezembro fecha o ano com débito de R$ 15,8 milhões

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José Augusto Gomes e Libânio Victor Nunes de Oliveira, ambos da Acim, analisam os inadimplentes de cinco anos

O mês de dezembro de 2017 fechou o ano como o segundo com maior índice de débito acumulado nos últimos cinco anos de consumidores devedores no comércio de Marília. Segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, o mês passado apontou um acúmulo de dívida que somadas chegam a R$ 15.832.438,08, sendo 1,49% menor do acumulado do mês de novembro que foi o recordista do ano de 2017 chegando a R$ 16.072.458,09. “São valores elevados que deixam de circular no comércio mariliense, prejudicando, e muito, os comerciantes e a cidade em geral”, lamentou o presidente da associação comercial local, Libânio Victor Nunes de Oliveira, ao observar estatística do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Esse valor superior a R$ 15,8 milhões se referem a dívida acumulada nos últimos cinco anos, prazo máximo para se cobrar do devedor judicialmente. “Depois desse prazo somente um acordo”, apontou o dirigente ao lembrar que esse montante poderia ajudar o comércio com investimentos na loja, no pessoal e nos produtos. “Não é atoa que muitas lojas vivem com dificuldades”, ressaltou ao apontar a inadimplência como o maior problema. “Quando o lojista vende e não recebe só ele perde”, lembrou ao citar o dinheiro que não vem, as comissões que são pagas, os tributos que são recolhidos e o produto ou serviço perdido, que normalmente exige um valor para ser adquirido. “Por isso é preciso combater a inadimplência com informação”, ensinou ao mostrar a importância de se consultar o SCPC da Acim antes de abrir um crédito para o consumidor. “É possível analisar melhor o cliente através do potencial de compra que ele tem”, frisou.

Desses R$ 15,8 milhões parados, são 40.558 dívidas existentes com uma média de R$ 390,00 por dívida. São 23.925 devedores existentes que juntos chegavam a uma média de R$ 662,00 por devedor, o que demonstra que um devedor tem várias dívidas entre as lojas de Marília. “É muita gente e muito dinheiro envolvido no débito”, lamentou José Augusto Gomes, superintendente da associação comercial de Marília. “É preciso diminuir o número de pessoas devedoras com o número de dívidas e de valores”, defendeu ao insistir na necessidade de se consultar o cadastro do cliente antes de conceder o crédito. “A chance de perder é menor, quando se observa que o cliente não tem restrição de crédito”, falou ao lembrar que uma vez devendo em qualquer loja de Marília o devedor passa a ter restrição de crédito em todo o Brasil.

José Augusto Gomes mostra que as mulheres são as mais devedoras. No mês de dezembro de 2017 elas somaram 464 pessoas inadimplentes, diante de apenas 281 homens, enquanto que nos últimos cinco anos elas atingem 12.748 no total, diante de apenas 7.974 homens. “Nem todos informam o sexo dos devedores”, acrescentou ao verificar os 87 devedores sem a definição do sexo no mês de dezembro e os 2.341 no total de cinco anos. “Geralmente são pessoas com idade entre 18 e 23 anos”, acrescentou na informação o superintendente da associação comercial mariliense. “Com o passar do tempo, em cinco anos, os devedores passaram a ter 30 a 35 anos de idade”, completou ao tentar definir um perfil do devedor mariliense.

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