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Dezembro marca alta de 2,6% nas vendas, segundo pesquisas

Adriano Luiz Martins analisa balanço do varejo no mês de Dezembro que aponta elevação nas vendas

De acordo com o Balanço de Vendas, elaborado pelo Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo com base em amostra da Boa Vista Serviços, que dita a tendência do comércio brasileiro por reunir a maior concentração de comerciantes e consumidores no País, o mês de Dezembro registrou um crescimento médio de 2,6% no movimento de vendas (à vista e a prazo) na comparação com igual mês de 2017. “Isso mostra a reação do comércio diante da instabilidade econômica, mas com esperanças de um 2019 bem melhor”, comentou Adriano Luiz Martins, presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, ao verificar retração nos anos de 2015 e 2016, elevação em 2017 e novo crescimento em 2018.

As transações a prazo (3,1%) superaram as vendas à vista (2,1%) em dezembro. “O aquecimento das vendas de ventilador e ar-condicionado, que são bens duráveis com vendas a prazo, ilustra bem esse cenário”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), que comentou também a falta desses itens nas lojas devido ao aumento da procura. Já no sistema à vista, Burti aponta para a alta das vendas de produtos ligados à estação, como os da moda praia. “De um modo geral, na comparação entre anos, o período foi beneficiado pelos juros baixos e pela injeção de recursos do 13º salário”, explica.

Em relação a novembro deste ano, as vendas em dezembro alcançaram 27,8%, porcentual que está dentro da média dos últimos três anos (28%). Segundo Alencar Burti, o sistema a prazo registrou alta de 0,7%, devido a Black Friday. “A promoção da Black Friday aqueceu as vendas de novembro, agindo como se fosse uma liquidação antes do Natal e tirando um pouco das vendas desta data comemorativa”, comentou o dirigente paulistano ao analisar a pesquisa. Para ele, a alta do dólar em dezembro foi outro aspecto que enfraqueceu a venda de itens importados, como os eletrônicos. “Precisamos estabelecer uma diferença entre a Black Friday, o 13º salário e as vendas do Natal”, ressaltou Adriano Luiz Martins que considera três questões diferenciadas.

Para o presidente da associação comercial de Marília a Black Friday está dividindo as vendas com o Natal, enfraquecendo o mês de Dezembro, enquanto que o 13º está sendo mais utilizado para os pagamentos de dívidas ficando o Natal refém das oportunidades que restam. “É um novo comportamento que precisa ser avaliado de forma segmentado, pois, tudo acontece num mesmo período praticamente”, disse o dirigente ao conversar com outros comerciantes sobre o assunto. “O comércio terá que se reinventar para manter os índices de antigamente”, acredita o dirigente mariliense.

A elevação das vendas à vista (54,9%) aponta para a melhora do poder aquisitivo dos consumidores. “O ano termina bem para os lojistas que venderam produtos de menor valor”, disse Alencar Burti. No acumulado de 2018, o varejo paulistano registrou alta média de 2,2%, sendo crescimento de 5,9% nas vendas a prazo e queda de 1,5% nas vendas à vista. “Mesmo diante de um ano atribulado para o comércio – como a paralisação dos caminhoneiros, saída do Brasil da Copa do Mundo, incerteza nas eleições e clima instável na capital paulista – conseguimos fechar o ano com um resultado melhor do que 2017, que foi de 1,1%”, analisa o presidente da Facesp. De acordo com ele, o índice aponta para uma tendência de recuperação, que pode ser potencializado com o aumento da confiança dos consumidores e empresários e, assim, alavancar a atividade econômica do País em 2019.

Dezembro marca alta de 2,6% nas vendas, segundo pesquisas
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