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Dívida acumula fecha 2018 em R$ 16 milhões no comércio

Manoel Batista de Oliveira e José Augusto Gomes, ambos da Acim, falam sobre a inadimplência no varejo de Marília

As dívidas acumuladas no comércio de Marília fechou a temporada de 2018 com o valor de R$ 16.955.605,03 que deixaram de circular no comércio de Marília, de acordo com dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, que monitora mensalmente a quantidade de dívidas registradas no varejo local. “Esse é um valor elevadíssimo que precisamos trabalhar para diminuir”, lamentou o presidente da associação comercial mariliense, Adriano Luiz Martins, que tem oferecido ferramentas para que o lojista combata a inadimplência. “É preciso que haja um planejamento específico antes, durante e depois das vendas”, comentou ao aguardar valores superiores a R$ 17 milhões no final dos 12 meses de 2018.

Os meses de Outubro e Novembro do ano passado já sinalizavam valores superiores aos R$ 17 milhões de débitos registrados no acúmulo dos últimos cinco anos entre as lojas de Marília. O mês de Outubro havia fechado com o valor de R$ 17.131.474,51 o recorde até então, estando o mês de Novembro pouco abaixo, com R$ 17.126.100,95 o que era de se esperar algo superior no mês de Dezembro, diante do maior e melhor período de vendas do comércio varejista brasileiro. “Ainda bem que não cresceu, ficando o ano de 2018 entre os R$ 15 e R$ 17 milhões de débitos acumulados”, disse Adriano Luiz Martins que espera manter, ou abaixar, esses valores na temporada de 2019.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília o lojista precisa criar mecanismos para evitar a inadimplência. “A informação é a principal arma”, disse José Augusto Gomes, superintendente da Acim. “Ao decidir sobre o crédito ao cliente, se informe e analise a condição de pagamento do consumidor de forma antecipada”, comentou o dirigente ao citar os dados do SCPC da Acim como sendo os mais confiáveis no mercado. “Temos condição de informar muitos detalhes sobre o cliente”, defendeu José Augusto Gomes ao ressaltar, também, a importância de se abastecer o sistema com as informações sobre as dívidas iniciadas e os débitos realizados. “O sistema é do comerciante, cabe a ele usar da melhor maneira, atualizando os dados cadastrais dos clientes”, disse.

Para o vice-presidente da Acim, Manoel Batista de Oliveira, os acordos entre credores e devedores são outras alternativas viáveis. “É melhor um acordo do que ficar sem o dinheiro, mercadoria e o cliente”, defendeu o dirigente que também demonstra preocupação com a inadimplência, principalmente entre os pequenos e micro empresários, uma vez que o valor médio das dívidas existentes chega a R$ 731,00, considerado elevadíssimo para os padrões do comércio mariliense. “São 23.187 devedores cadastrados somente em dezembro”, alertou Manoel Batista de Oliveira ao defender os acordos através do Cejusc de Marília, na Unimar, onde é possível negociar com o devedor de forma gratuita e com o apoio da Justiça Civil. “Não é negócio ter dívidas”, ensinou o experiente comerciante que também se surpreendeu com o valor da dívida acumulada, que deixa de circular entre as lojas da cidade, impedindo mais contratações, investimentos na estrutura da loja ou na compra de mais e melhores produtos. “Ninguém ganha com a inadimplência, nem o consumidor”, afirmou.

Dívida acumula fecha 2018 em R$ 16 milhões no comércio
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