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Dívida acumulada supera R$ 16 milhões, aponta Acim

Inadimplência no comércio varejista de Marília supera R$ 16 milhões com mais de 23 mil devedores

 

Levantamento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília mostra que a dívida acumulada nos últimos cinco anos entre as lojas da cidade de Marília superam os R$ 16 milhões, o que preocupa o presidente da entidade mariliense, Adriano Luiz Martins. “Esse é um dinheiro que fica parado, e deixa de circula entre as lojas da cidade”, lamentou ao monitorar mensalmente o valor acumulado e se surpreender com o montante registrado de R$ 16.063.108,77 como inadimplente, o que significa 1,66% a mais do que o mês anterior que registrou: R$ 15.801.242,14. “No ano passado esse valor foi atingido somente em Novembro”, ressaltou o dirigente em tom de preocupação.

De acordo com o presidente da Acim esse dinheiro precisa ser recuperado. “Os comerciantes que estão com a dívida registrada precisam buscar um acordo com o devedor e recuperar parte do dinheiro perdido”, afirmou ao ter a certeza de jamais será recuperado por completo. “Melhor conseguir parte dele do que perder o valor total”, opinou Adriano Luiz Martins ao lembrar que nestes casos o comerciante perdeu quatro vezes: Ficou sem o produto; Perdeu o dinheiro investido; Pagou comissões e impostos; Não teve lucro. “Qualquer negócio é vantagem neste momento”, falou o presidente que aconselha um acordo entre devedores e credores para que a perda não seja total.

Outro aspecto importante ressaltado pelo dirigente é de que a dívida prescreve no banco de dados do SCPC depois de cinco anos, o que deixa de ser vantajoso para o lojista. “Antes de prescrever a loja precisa tentar recuperar parte desse dinheiro que geralmente faz falta para qualquer lojista”, enfatizou Adriano Luiz Martins ao apontar a média por devedor cadastrado que atinge R$ 676,00 cada. “Isso é muito dinheiro”, admite o empresário presidente da associação comercial mariliense. “O valor médio por dívida registrada chega a R$ 403,00 que continua sendo muito dinheiro”, disse ao lembrar que normalmente um devedor tem mais de uma dívida registrada no banco de dados do SCPC da Acim.

Um ponto lembrado pelo dirigente de Marília é que existem 23.753 consumidores somente neste mês de Maio de 2018 que estão com restrição ao crédito em qualquer loja do território brasileiro, uma vez que, os dados são nacionalizados. “Esse pessoal não consegue comprar a crédito em qualquer loja do País”, frisou Adriano Luiz Martins ao mostrar a importância de se registrar as dívidas de cada devedor ao banco de dados do SCPC da Acim. “Desse total de 12.792 são mulheres”, classificou o dirigente ao concordar que as mulheres frequentam mais as lojas do comércio varejista mariliense. “A maioria que é inadimplente tem entre 36 até 41 anos de idade”, mensurou o presidente da Acim que apesar de considerar o valor elevado de R$ 16 milhões bloqueados, considera melhor assim, cadastrado do que sem registro. “As chances de uma negociação são maiores, quando a dívida é registrada”, acredita. “Imagine quantas dívidas pendentes que não são registradas”, calcula o dirigente ao ter a certeza de que o valor de R$ 16 milhões está abaixo da realidade da economia local. “É preciso que o comerciante tenha o hábito de registrar todas as dívidas existentes na loja”, sugere. “Somente assim teremos dados mais próximos da realidade e uma pressão maior para um possível acordo”, acredita.

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