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Dívida entre empresas cai 1,5% no ano, anuncia Acim

Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, fala sobre a queda da inadimplência entre as empresas

Uma outra forma de medir a reação do comércio quanto a crise econômica é a inadimplência entre as empresas, que segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, houve uma queda na ordem de 1,5% no ano, de acordo com a Boa Vista Serviços (BVS) que vem monitorando o desempenho do comércio varejista. “O período medido é de julho de 2016 até junho de 2017 frente aos quatro trimestres antecedentes”, disse o presidente da ACI de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, no comparativo aos dados nacionais coletados pela BVS. “Essa informação mostra que existe movimento positivo do setor empresarial e que os pagamentos estão sendo efetivados na maioria dos casos”, explicou.

O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC. “Temos um banco de dados bem amplo, sendo possível analisar o comportamento das empresas”, reconheceu Libânio Victor Nunes de Oliveira que ressalta estar a disposição dos empresários associados esse tipo de informação cadastral das empresas. “Antes de fechar um bom negócio, é interessante saber como anda o cadastro da empresa com quem está negociando”, avisou.

Analisando os dados apresentados, no comparativo interanual, contra o mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi de 2,5%, acumulando no semestre retração de 2,7%, mantida a base de comparação. Já na comparação com o 1º trimestre de 2017 houve queda de 2,8%, considerando os dados dessazonalizados. Após praticamente três anos de elevações, o fluxo de inadimplência das empresas a partir do 2º trimestre 2016 entrou em desaceleração devido ao movimento de restrição de crédito por parte dos concedentes, tendo como consequência amenização dos fluxos de inadimplência na análise de longo prazo (acumulados em quatro trimestres).

Para os próximos trimestres espera-se a manutenção dos baixos níveis de inadimplência, uma vez que a retomada da atividade econômica, menor inflação e diminuição dos juros deverão proporcionar um cenário mais favorável para o ambiente empresarial. “Não podemos ter mais anúncio de escândalos econômicos e políticos, pois, isso espanta investidores e causa incertezas no mercado”, completou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao acreditar na recuperação da economia a qualquer momento, desde que haja definições claras e práticas da política brasileira. “A economia é sensível a qualquer informação que demonstre insegurança”, explicou ao falar sobre a influência que esse tipo de comportamento tem na economia em geral. “Na dúvida ninguém faz nada”, reconhece o dirigente da associação comercial mariliense.

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