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Dívida no comércio de Marília ultrapassa R$ 17 milhões

Manoel Batista de Oliveira é o atual vice presidente da diretoria da Acim, preocupado com a inadimplência

O vice-presidente da diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Manoel Batista de Oliveira, considerou como elevadíssimo o valor acumulado nos últimos cinco anos da inadimplência no comércio mariliense, que superou a marca dos R$ 17 milhões, que deixam de circular entre as lojas da cidade. “É muito dinheiro que precisa ser recuperado de alguma forma”, disse o dirigente em tom de preocupação, ao tomar conhecimento do levantamento realizado pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Acim. “Esta é a primeira vez no ano que o valor ultrapassa a marca dos R$ 17 milhões o que faz um alerta sobre o cuidado para se evitar que a inadimplência feche muitas lojas”, comentou o dirigente mariliense ao alertar para que ações sejam realizadas no sentido de diminuir esse valor.

Para Manoel Batista de Oliveira nos dias de hoje é preciso fazer com que o crediário da loja passe por mudanças de comportamento, e que seja necessário ter o máximo de informação possível do cliente, principalmente históricos bancários e referências no varejo. “O cadastro do cliente na loja deve ser rico em detalhes”, comentou o vice-presidente da diretoria da Acim ao observar os 22.960 devedores cadastrados no banco de dados do SCPC da associação comercial local. “É muita gente que precisa ser resgatada e quem sabe recuperar parte desse dinheiro que hoje está perdido”, comentou o dirigente ao sugerir qualquer tipo de acordo. “O que não pode é ficar sem o produto, sem o dinheiro e ainda ter custos com tudo isso”, falou preocupado com o crescimento da quantidade das dívidas existentes no comércio de Marília.

São 39.896 dívidas existentes o que demonstra a aparência de um devedor com mais dívidas. Essa quantidade faz com que haja em média R$ 429,00 por dívida o que é considerado muito para o micro e pequeno empresário, que normalmente trabalha sem capital de giro ou fundo de reserva. “Não é todo lojista que se organiza para comprar e vender, prevendo riscos”, disse com conhecimento de muitos colegas que teriam dificuldades em manter a loja se a inadimplência não for controlada. “Todo negócio tem um risco, mas é preciso ter cautela e controle”, ensinou ao verificar o valor de R$ 746,00 como média de dívida se comparado com o número de devedores cadastrados no sistema. “Nesse caso é mais preocupante”, comentou Manoel Batista de Oliveira que sugere aos associados da entidade que fiquem atentos com a inadimplência, e sempre busquem informações cadastrais dos clientes nas vendas a prazo, pelo crediário.

De acordo com o dirigente da associação comercial as vendas através dos cartões de benefícios, crédito e débito são excelentes ferramentas para se evitar a inadimplência, no entanto, em alguns casos, o custo para se manter o sistema com alguma operadora de cartão torna-se elevado, de acordo com o movimento da loja ou até mesmo do valor agregado do produto com que trabalha. “É preciso fazer muitas contas, e negociar bem com as operadoras de cartão, pois os juros e taxas podem se tornarem problemas no futuro e inviabilizar a operação financeira”, argumentou Manoel Batista de Oliveira que sugere acordos simples com qualquer inadimplente que exista. “No comércio o dinheiro precisa girar. Ficar parado é mal negócio”, ensinou.

Dívida no comércio de Marília ultrapassa R$ 17 milhões
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