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Elevação do número de acesso tem débito crescente, diz Acim

José Augusto Gomes, superintendente da Acim, analisa levantamento do SCPC da associação comercial

Uma relação direta acontece quando aumenta o número de acesso ao banco de dados ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Marília, que mesmo não tendo elevação nas inclusão, tão pouco nas exclusões, faz a dívida acumulada nos últimos cinco anos no comércio varejista mariliense crescer. Esta foi a conclusão dos números apresentados no mais recente levantamento feito pelo monitoramento da inadimplência do comércio local realizado pela entidade varejista. “Isso vem mostrando que o comerciante está consultado mais, ou seja, se protegendo, mas não está abastecendo o banco de dados do SCPC na mesma proporção”, alertou o presidente da associação comercial local, Adriano Luiz Martins ao ter acesso aos números apresentados com o final do mês de Agosto.

De acordo com a planilha elaborada foram realizadas nos oito meses do ano 268.639 consultas ao SCPC da associação comercial, com uma elevação de 32,88% no comparativo ao igual período do ano passado com 202.173 consultas realizadas em 2018. Somente o mês de Agosto foram 37.267 contra as 27.509 do ano passado, com 35,47% no número de consultas a mais em igual período sendo o quarto maior volume do ano. “Isso é muito bom, pois, estamos nos aproximados de dois bons momentos de vendas (Black Friday e Natal) e as vendas prometem ser elevadas”, apontou José Augusto Gomes, superintendente da associação comercial que acredita ser um hábito adquirido pelo comerciante em consultar o SCPC da associação comercial antes de vender pelo crediário. “Os riscos de inadimplência são muito menores, quando se consulta antes”, garante o dirigente mariliense ao lembrar que durante todo o ano de 2019 não houve nenhum mês negativo no número de consultas no comparativo com 2018.

As inclusões e exclusões de CPF’s ao banco de dados do SCPC da associação comercial que preocupam. De acordo com Adriano Luiz Martins são essas informações que atualizam o sistema. “O comerciante precisa incluir devedores e excluir pagadores”, afirmou ao verificar uma queda de 42,22% no comparativo mensal com o ano anterior e uma queda de 20,12% no comparativo dos oito meses do ano de 2019 com 2018 somente nas inclusões. “Isso quer dizer que menos gente foi incluída, que pode significar, também, que menos gente comprou e fez dívidas”, questionou o dirigente da associação comercial ao verificar o crescimento de 8,36% no número de pessoas excluídas do banco de dados do SCPC da associação comercial somente em Agosto. “No ano houve queda de 18,94%, ou seja, menos gente saiu da dívida”, apontou José Augusto Gomes ao lamentar o fato de menos gente ter resgatado o crédito novamente.

Diante desta elevação nas consultas, mas instabilidade nas inclusões e exclusões, a dívida acumulada nos últimos cinco anos no varejo de Marília bate recorde. São R$ 18.132.808,93 acumulados, ou seja, deixam de circular entre as lojas da cidade, com uma elevação de 0,59% no comparativo ao mês anterior que foi o segundo mês com o maior acumulo de dívida nos últimos cinco anos. “Valor elevado para as proporções do comércio de nossa cidade”, lamentou Adriano Luiz Martins que é favorável aos acordos entre devedores e credores de forma prática. “Não compensa ficar com esse dinheiro todo parado”, ressaltou José Augusto Gomes ao notar que a média do valor por dívida é de R$ 465,00 das 39.007 dívidas cadastradas, entre os 22.223 devedores existentes no varejo mariliense. “Se cada devedor tivesse apenas uma dívida a média cresceria para R$ 816,00 cada”, disse José Augusto Gomes ao constatar que um devedor tem mais de uma dívida registrada.

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