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Em 15 dias placar acusa mais de R$ 100 bilhões

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Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, faz comparações com o valor arrecadado em menos de 15 dias

Em menos de 15 dias o placar eletrônico que mostra a quantidade de impostos pagos pelos brasileiros no País já superou a marca de R$ 100 bilhões, superada no último sábado, dia 13. “Isso quer dizer que desse valor, cada cidadão já pagou R$ 479,63 para alimentar os cofres públicos ― em menos de duas semanas de 2018”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira ao lembrar que esta quantia representa o total de tributos pagos pelos brasileiros desde o dia 1º de janeiro de 2018.

No pensamento do dirigente mariliense é preciso levar em consideração que a população do País é estimada atualmente em 208.494.046 habitantes (segundo o IBGE) e diante disso cada cidadão já desembolsou R$ 479,63 para alimentar os cofres públicos ― em menos de duas semanas. “Esse valor de R$ 100 bilhões é registrado um dia antes do que em 2017, que já havia sido antecipado do ano de 2016”, lembrou ao acreditar que a cada ano os valores estão se antecipando. “É preciso ficar atento a isto, principalmente sobre o custo benefício”, alertou ao propor a conscientização.

Para o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, essa quantidade de arrecadação cada vez mais rápida não acompanha com a prestação de serviço público. “A má gestão pública é um problema crônico do Brasil”, falou. “Enquanto a população faz sua parte, pagando impostos altos e em dia, a administração pública peca ao não reduzir despesas e investir em serviços públicos e qualidade de vida”, diz Alencar Burti, que também é o atual presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “A má gestão fiscal foi justamente a responsável pelo rebaixamento, divulgado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s”, acrescentou o dirigente paulista. “O sinal amarelo já está aceso. É possível que as outras agências também rebaixem o Brasil em breve”, analisa.

Quanto aos R$ 100 bilhões já arrecadados pelos Governos: Municipal, Estadual e Federal, seriam possíveis com esse dinheiro comprar 232.232.886 cestas básicas; transportar esse dinheiro em notas de R$ 100 seriam necessários 33 containers de 20 pés; com esse valor uma pessoa poderia receber 10 salários mínimos por mês durante 898.446 anos; ou então, se aplicado na poupança, esse dinheiro renderia de juros R$ 587.333.171 por mês ou R$ 19.562.607 por dia. “É muito dinheiro, pouco aproveitamento e péssima retribuição”, falou Libânio Victor Nunes de Oliveira concordando com o presidente Alencar Burti. “Se pagássemos e tivéssemos uma prestação de serviço a altura, seria ótimo”, disse. “Mas não é o que acontece”, frisou o dirigente mariliense.

No portal www.impostometro.com.br, é possível visualizar valores arrecadados por período, estado, município e categoria. O painel foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios se espelharam na iniciativa e instalaram painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.

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