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Expectativa de vendas gira entorno de 5% diz Acim

Manoel Batista de Oliveira, vice presidente da diretoria da Acim, arrisca palpite para as vendas em maio

 

O vice presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Manoel Batista de Oliveira, está receoso quanto as expectativas de vendas para o Dia das Mães, considerado o segundo melhor período de vendas do comércio varejista no País. Segundo o dirigente mariliense pela situação econômica atual não se deve esperar algo superior a 5% nas vendas em geral. “O comércio ainda está estranho e me parece que vai começar o clima eleitoral e isso sempre atrapalha”, disse cauteloso o diretor da associação comercial de Marília. “Acredito que serão boas as vendas, mas não tão a mais como se esperava no ano passado”, falou ao computar no clima eleitoral a desconfiança generalizada do consumidor.

Para Manoel Batista de Oliveira as vendas devem girar de no mínimo 3 e de no máximo 5 por cento no comparativo a igual período do ano passado, que segundo ele, já foi razoável, em virtude de 2016 ter sido o pior de todos nos últimos anos. “Acredito que o pior já tenha passado, mas os escândalos políticos afetam diretamente na segurança do consumidor em investir no comércio”, comentou ao lembrar das eleições que acontecerão em outubro e que os políticos já estão se preparando. “Dependendo de quem ganha muda tudo e o comércio volta a ficar inseguro e as vendas não acontecem como o esperado”, acrescentou ao dizer que mesmo com os índices econômicos positivos, o consumidor ainda não se sente seguro para investir no comércio. “O desemprego é o maior problema e as pessoas estão segurando o dinheiro com medo de uma situação pior”, acredita.

Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, os eletroeletrônicos, como sempre, serão os principais atrativos. “O destaque de 2018 deverá ser o televisor”, arrisca o dirigente paulistano. “A indústria brasileira produziu 41,1% a mais de itens da chamada linha marrom (formada principalmente por TVs) em fevereiro, em relação a igual mês do ano passado”, explicou. “E o comércio vai usar o mote da Copa do Mundo para vender mais, aproveitando esta que é a segunda melhor data comemorativa para o varejo (só perde para o Natal)”, avalia Alencar Burti, que também está como presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele comenta que a comercialização de TVs ― e também de móveis e eletrodomésticos, que deverão ter bom desempenho ― será impulsionada pelo aumento da massa salarial, pela redução dos juros e pela elevação dos prazos, visto que são produtos de maior valor, comprados principalmente a crédito. “No entanto o volume de vendas pode surpreender”, acrescenta Manoel Batista de Oliveira, ao sugerir cautela para os comerciantes em geral. “As vendas acontecerão”, afirmou. “Mas não serão tão elevadas assim, como se esperava em uma situação normal”, repetiu o dirigente mariliense que de uma forma ou de outra acredita em evolução. “Mas poderia ser maior, afinal, a situação é favorável diante dos índices econômicos”, referendou ao lembrar que a teoria é uma e a prática é outra. “O que vale é o comportamento do consumidor na época”, reforçou o dirigente que acredita em melhora no comparativo com o ano passado, já que, em 2017 foi registrado aumento de 1,3% frente a 2016. “Será no mínimo 3% este ano”, arrisca.

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