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IMPOSTÔMETRO – Brasileiros pagaram mais de R$ 2 trilhões em 2019

 

Manoel Batista de Oliveira, vice-presidente da associação comercial mariliense, reclama da qualidade do serviço público.

 

O vice-presidente da diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília, Manoel Batista de Oliveira, considerou elevado o valor anunciado pelo placar eletrônico, denominado de “Impostômetro”, criado e instalado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em 2005, para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade, que finalizou a temporada de 2019, totalizando, as 8h35, da terça-feira, dia 31 de Dezembro, R$ 2,5 trilhões em impostos às mãos dos governos federal, estaduais e municipais em 2019. “É muito dinheiro para um retorno em serviço público muito a desejar”, lamentou o dirigente mariliense ao verificar que o brasileiro pagou 4,69% a mais de impostos aos cofres públicos do que em 2018, quando o fisco ficou com R$ 2,388 trilhões.

Para Manoel Batista de Oliveira o questionamento que se faz não é pela quantidade de impostos pagos e nem pelo valor pago, mas sim pelo retorno oferecido. “Pagar é uma questão de ser correto, o problema está no fato do que é feito com o pagamento, pois o serviço público não é adequado e ainda ficamos sabendo do uso indevido, da má utilização e sem falar dos desvios e roubos que são denunciados quase que diariamente”, reclamou o dirigente que elogia o setor produtivo pelo pagamento dos impostos, mesmo diante da carga elevada e do desânimo com tantos escândalos anunciados. “Teria que ser o contrário: o valor ser considerado baixo com uma alta qualidade no serviço público”, sonha o vice-presidente da associação comercial mariliense, ao ver na corrupção, o maior dos problemas. “Pelo que se percebe, quando o dinheiro não chega onde deveria, quem sofre é a população”, falou com tristeza.

Para o economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, que classifica como recorde o valor retirado do bolso do contribuinte, especialmente pelo baixo crescimento e indefinições que circundam a economia brasileira. Trata-se, de acordo com ele, de uma marca expressiva e resultante de uma carga tributária elevada para o País, se comparada à renda do brasileiro. “Acredito que a carga tributária nos próximos anos deva permanecer alta. Possivelmente, o único fator que pode colaborar com a diminuição dos tributos é o controle nos gastos. Caso não haja esse esforço, o Brasil continuará tendo impostos elevados. O pior é que nada disso retorna à população”, afirma.

Com os R$ 2,5 trilhões que o brasileiro pagou de impostos em 2019 poderia se comprar 2,7 milhões de apartamentos de 124 metros quadrados com três quartos, uma suíte e duas vagas na garagem em Campestre, bairro privilegiado, com ruas calmas e bastante arborizadas em Santo André, na Região do ABC Paulista. Com esse dinheiro, afirmam os economistas da ACSP, uma pessoa poderia receber 50 salários mínimos por mês durante 4,5 milhões de anos. Renderiam, se aplicados em caderneta de poupança, juros de R$ 20,2 milhões por hora e R$ 336,8 mil por minuto. Compraria 7 milhões de unidades do carro BMW M2 e 5,8 bilhões de cestas básicas. Finalmente, para transportar esse dinheiro em notas de R$ 100,00, seriam necessários 826 contêineres de 20 pés ou 6,096 metros.

O Impostômetro está localizado na sede da ACSP, na rua Boa Vista, centro da capital paulista, mas outros municípios e capitais se espelharam na iniciativa e instalaram seus painéis. No site do Impostômetro, é possível acessar diversas informações tributárias e entender mais sobre o assunto.

IMPOSTÔMETRO – Brasileiros pagaram mais de R$ 2 trilhões em 2019
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