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MICROEMPREENDEDOR – Pandemia estimula novos empresários

José Augusto Gomes, da associação comercial, fala sobre os novos microempreendedores no varejo pós pandemia

A situação inesperada que o varejo está atravessando nesta pandemia contra a Covid-19, fez com que muitas pessoas perdessem o emprego formal causada pela crise, levando o brasileiro em geral a buscar o empreendedorismo como alternativa de sustento, tornando-se o próprio empregador. “Essa é uma característica natural, afinal, a pessoa se torna especialista no que faz, e quando é dispensado com uma indenização passa a pensar em abrir o negócio próprio”, disse o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Marília, José Augusto Gomes, ao tomar conhecimento de recente pesquisa neste sentido, desenvolvida pelo Sebrae, que analisou no período de 31 de março e 15 de agosto, quando foram feitos 784,3 mil registros no Simples Nacional. “Esse número foi 0,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado”, calculou.

Ao se aprofundar na pesquisa, José Augusto Gomes observa que a grande maioria das empresas abertas nos últimos cinco meses envolveu a figura do Microempreendedores Individuais (MEI). “Essa condição facilita bem as expectativas daquele que precisa continuar em atividade para se manter”, opinou o superintendente da associação comercial de Marília ao verificar os 684 mil registros, sendo 43 mil a mais do que no mesmo período de 2019. “Outros 100 mil novos negócios foram registrados como Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, entre 31 de Março e 15 de Agosto”, verificou o dirigente mariliense que considera este aspecto benéfico para o varejo em geral. “É assim que nasce grande empresas”, apontou.

A necessidade para se manter e manter a família é, na opinião de José Augusto Gomes, o principal motivo do empregado se tornar um microempreendedor. “Não é porque que quer, é porque precisa”, afirmou o dirigente da associação comercial ao ver estudos que revelam que a grande maioria (75%) dos empreendedores pesquisados abre a empresa com capital próprio, comumente com dinheiro de rescisão salarial. Esta situação é reforçada pelo fato de a faixa etária de maior concentração de empreendedores no Brasil estar entre os 45 e 54 anos, bem acima da média mundial, entre 25 e 34 anos. “Eles não conseguem voltar ao mercado de trabalho e usam a rescisão para abrir o próprio negócio”, constatou ao ver que, apenas, 5% deles têm interesse em fazer a empresa crescer fisicamente, abrindo novas lojas ou franqueando. O estudo também constatou que a maior parte dos empreendedores pesquisados, 52% do total, abrem o negócio no mesmo ramo de atividade no qual trabalhava quando era empregado.

Um número pequeno também, apenas 12%, têm a intenção de oferecer novos produtos aos seus clientes. Já que visam a estabilidade, não se preocupam muito com a capacitação. Dos ouvidos para o estudo, 32% disseram que não procuram se aperfeiçoar. E entre aqueles que se capacitam, 29% o fazem pela internet. “Dai a importância de entidades como o Sebrae e a Associação Comercial, para oferecerem conhecimento e serviço para ajudarem na gestão da nova empresa”, falou José Augusto Gomes, que, apesar de reconhecer o estrago da pandemia no varejo, admite que para alguns segmentos foram grandes as oportunidade. “É assim que funciona: rodízio de oportunidades”, destacou com experiência de mais de 40 anos na própria associação comercial mariliense.

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