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Número de consultas sobre cheques cai 70% no ano

José Augusto Gomes, superintendente da Acim, analisa dados do SCPC da Acim, quanto ao uso dos cheques

 

Um dos índices apresentados pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, no levantamento mensal realizado pela entidade de classe, mostra que o número de consultas sobre os cheques emitidos no comércio varejista da cidade vem caindo muito, segundo o superintendente da associação comercial local, José Augusto Gomes, ao notar que dos sete meses do ano, o número de consultas caiu 70,83% no mesmo comparativo ao período do ano passado. “Isso demonstra, mais uma vez, que a prática das vendas através dos cheques vem deixando de ser utilizada de forma acentuada”, comentou o dirigente que mensalmente faz o acompanhamento do comportamento do consumidor mariliense.

Diante dos números apresentados, este ano foram realizadas 51.865 consultas sobre os cheques que foram emitidos em algumas lojas da cidade de Marília. Essa quantidade é 70,83% menor do que as 177.825 consultadas realizadas em 2017, também nos sete primeiros meses do ano. “Esses número já são percebidos há anos, com a evolução do uso dos cartões de crédito, débito e de benefícios”, afirmou José Augusto Gomes, sem ao menos esconder a surpresa do elevado índice. “Os quatro primeiro meses marcaram, em média, mais de 60% a menos”, apontou. “Nos outros três meses foram mais de 70% a menos, em média”, comparou ao considerar óbito o índice assinalado neste período.

Para o presidente da ACI de Marília, Adriano Luiz Martins, o uso dos cheques está diminuindo, sendo uma prática de alto risco que os lojistas estão deixando de usar, preferindo os sistemas eletrônicos e outras formas de pagamento. “A tendência é cada vez mais usar menos os cheques para compras e vendas, sendo substituídos pelos cartões”, falou ao lembrar que mesmo havendo um custo operacional com a utilização eletrônica, é preferível diante do risco existente. “Com o cheque não há certeza de recebimento posterior, enquanto que com o cartão os riscos inexistem”, disse ao admitir taxas e custos elevados por parte das operadoras, que sabem da comodidade por parte do lojista. “Sem contar que o consumidor também aderiu ao uso dos cartões, o que torna uma relação meio que obrigatória as vendas eletrônicas”, falou com experiência no mercado.

Apesar do elevado índice de queda nas consultas sobre os cheques, em termos gerais, a queda de 8,53% no número de consultas ao banco de dados do SCPC da Acim é considerada normal, diante da modernidade e das novas práticas protecionistas na abertura do crediário. Nos sete primeiro meses do ano foram realizadas 174.277 consultas sobre o CPF do consumidor, diante das 190.531 consultas realizadas no ano passado. “Percebe-se que o lojista está sendo mais cauteloso no momento do crediário, exigindo mais informações cadastrais, pessoais e até referências, sobre o consumidor, tendo mais segurança na análise do crédito”, comentou José Augusto Gomes ao lembrar que todas as informações do SCPC da Acim são nacionalizadas, ou seja, uma vez com restrição no comércio de Marília, o inadimplente passa a ter restrição em todas as lojas do País.

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