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Pequenos comércios ajudam no crescimento de mais empregos

Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, preocupado com as reforças trabalhista e tributária

O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, enfatizou recente pesquisa que apresenta os empreendimentos de micro e pequeno porte como sendo os que garantiram 92% das vagas de trabalho geradas em abril. Do total de 59,8 mil novos empregos, 54,9 mil foram oriundos desse segmento de empresas. O número é mais de 20 vezes superior ao das médias e grandes, que incorporaram aos seus quadros 2.594 funcionários. “Isto quer dizer, mais uma vez, que o comércio é quem está fazendo com que o País saia da crise”, parabenizou o dirigente da associação comercial local, ao verificar a Administração Pública como sendo responsável pela contratação de 2.287 novos servidores, apenas.

Os dados são do levantamento feito mensalmente pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. “Os pequenos negócios têm sido os responsáveis pela manutenção de empregos no Brasil desde o início do ano”, lembrou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao apontar o primeiro quadrimestre do ano, quando os pequenos negócios aumentaram os quadros de funcionários em 104,6 mil, enquanto que, as médias e grandes empresas apresentaram um saldo negativo de 129,4 mil. “Infelizmente nem assim as micro e pequenas empresas são lembradas nas políticas econômicas”, defendeu ao ratificar que, são elas que estão dando resposta à geração de emprego e renda que o País precisa.

No mês passado os pequenos negócios apresentaram saldo positivo em todos os setores. Quem mais gerou vagas foram as empresas do setor de Serviços, com a criação de 30,2 mil postos de trabalho. Em segundo lugar ficou a Agropecuária com a geração de 7 mil novas vagas de emprego. Já os pequenos negócios que atuam no Comércio geraram 6,9 mil novas vagas de empregos, enquanto os da Indústria registraram criação de 4,3 mil empregos. Em abril, no ranking por estado, quem mais gerou vagas foi São Paulo, com 23,8 mil novos postos de trabalho, seguido por Minas Gerais, com 9,4 mil postos. Apenas cinco das 27 Unidades da Federação registraram saldos negativos de empregos. Foram elas: Rio Grande do Sul, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Acre. Juntas elas apresentaram um saldo negativo de 1,5 mil.

Para Libânio Victor Nunes de Oliveira somente com novos empregos e com menos desempregados é que o País sairá desta crise, apesar de que as altas taxas de juros e a burocratização são outros dois detalhes que influenciam muito no comércio varejista. “Não podemos entrar naquele ambiente de incertezas”, alertou. “Isso é muito prejudicial ao País em todos os sentidos”, ratificou o dirigente mariliense que também defende a manutenção das agendas de discussões e votações sobre a reforma da previdência e as mudanças trabalhistas. “Uma coisa não deve interferir em outra”, disse em tom de lamentação sabendo que ambas estão atrelas a questão política, sobre a permanência ou não do Presidente Temer. “Isto é o que não pode acontecer”, frisou. “A briga partidária está prejudicando o andamento das reformas e quanto mais demora e se complica, pior ficam os investimentos e a esperança”, opinou o presidente da ACI de Marília.

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