Atendimento: [14] 3402-3300

Presidente da Acim se assusta com medida do Governo

Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, diz que está ficando insustentável acreditar no Governo

Presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, se diz assustado com a medida do Governo Federal em aumentar PIS/Cofins sobre combustíveis, dobrando a alíquota da gasolina, passando dos atuais R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro. “Vai gerar um efeito cascata que pode prejudicar ainda mais o desempenho do comércio”, criticou o dirigente mariliense em tom de preocupação. “Em todos os momentos o Governo dizia que não aumentaria impostos, e agora mostra que isso pode acontecer a qualquer momento”, acrescentou ao dizer-se confuso e que agindo assim o Governo Federal pode perder o pouco da confiança que alguns tinham na gestão. “Dai será insustentável, mesmo”, falou.

A maioria dos especialistas esperava um aumento de R$ 0,30 por litro da gasolina, mas a alta foi de R$ 0,41, o que pode e deve ser repassado para o consumidor que já não conseguia suportar o valor anterior. “O poder de compra das famílias está bem fraco e de nada adiantará aumentar impostos”, ressaltou ao se preocupar com a estabilidade social, já que a econômica e política, mostram sinais de total descontrole, com surpresas todos os dias.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve deflação de 0,18% em julho, a maior queda de preços em 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 3,52% em junho para 2,78% em julho, a mais baixa desde março de 1999. As famílias gastaram menos com os alimentos consumidos em casa. Também houve redução nas despesas com combustíveis: tanto a gasolina quanto o etanol ficaram mais baratos no período, inclusive. Os alimentos acumulam um aumento de 0,11% nos últimos 12 meses, ou seja, praticamente zero. Nos 12 meses anteriores, encerrados em julho de 2016, a alta de preços acumulada era de 13,3%. “Foi considerada uma desaceleração muito forte, com impacto enorme sobre a inflação, porque os gastos com alimentação e bebidas respondem por cerca de 25% da despesa das famílias”, avaliou.

Para Libânio Victor Nunes de Oliveira uma economia que gira em caminhões, o aumento dos combustíveis vai gerar uma série de aumentos de produtos e serviços, e como o trabalhador (quando empregado) não tem aumento nos ganhos, ficará mais difícil pagar. “Isso pode gerar uma inadimplência maior e uma retração no comércio, pois, as pessoas deixarão de comprar”, falou preocupado. “Na dúvida, na insegurança e na incerteza, ninguém compra”, lamentou o presidente da associação comercial ao pedir cautela aos empresários. “É difícil ficar pedindo isso insistentemente, mas não tem outra forma”, admitiu.

O próximo passo econômico, segundo o presidente da associação comercial, será quanto a taxa terminal para Selic, se será na faixa de 8%, ou menor que essa marca. O Comitê de Política Monetária do Banco Central decide os rumos da Selic nos dias 25 e 26 de julho. A taxa básica de juros está atualmente a 10,25% ao ano. “É possível que haja corte de um ponto porcentual no encontro da semana que vem”, acredita o dirigente que tenta justificar o aumento dos combustíveis. “Pode ser que este aumento mostre que os juros serão menores”, imagina Libânio Victor Nunes de Oliveira.

Presidente da Acim se assusta com medida do Governo
Avalie esta postagem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Seja um associado

Independente do porte e segmento da sua empresa, na ASSOCIAÇÃO certamente existe um benefício perfeito para vocé