
Na próxima quinta-feira, dia 09, o Estado de São Paulo celebra o aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, sendo considerado feriado estadual, em virtude dos paulistas terem liderado o movimento revolucionário, vencido pelo Governo de Getúlio Vargas. “Mesmo sendo feriado estadual, o lojista que quiser abrir a loja pode abrir”, disse o presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Carlos Francisco Bitencourt Jorge, ao lembrar da necessidade de se respeitar todos os quesitos da convenção coletiva de trabalho, assinado pelos representantes sindicais entre empregadores e empregados. “Somente no Natal, Ano Novo e o Dia do Trabalho, que o comércio não pode abrir”, ressaltou.
O mês de julho tem várias datas comemorativas e de grande significado para o varejo em geral, como é o caso do Dia do Comerciante (dia 16), Dia do Amigo (dia 20) e Dia dos Avós (dia 26), mas não são considerados feriados. “São dias interessantes de apelo comercial”, destacou José Augusto Gomes, superintendente da associação comercial. “Alguns segmentos fazem campanhas específicas, de acordo com o produto”, disse ao enfatizar que a convenção coletiva de trabalho é clara quanto aos compromissos do empregador neste sentido. “Em nosso calendário tem o “QR Code” que direciona a informação para o portal eletrônico da Acim, onde estão especificados os compromissos dos empregadores e empregados, no sentido da loja abrir nos feriados constituídos”, explicou o dirigente.
A final da Copa do Mundo de Futebol é outro atrativo este ano. O Mundial que acontece no México, Estados Unidos e Canadá, terá a final no dia 19 de junho, que será um domingo, e não trará complicações para o varejo, caso a seleção brasileira de futebol chegue à final. “A data é mais estimulante”, falou o dirigente da associação comercial que destaca o funcionamento dos sábados, dias 04 e 11 de julho, com período de funcionamento das 9 às 16 horas, por serem os dois primeiros sábados do mês, enquanto, que os outros dois sábados, dias 18 e 25, as lojas estarão fechadas a partir das 13 horas, como é o costume.
O FERIADO – A data marca o início do levante armado liderado pelos paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas. O objetivo do movimento era exigir uma nova Constituição para o Brasil e o fim do governo ditatorial. A celebração foi oficializada em todo o território paulista pela Lei Estadual n. 9.497 em março de 1997. Em 1930, Getúlio Vargas chegou ao poder por meio de um golpe, pondo fim à “República do Café com Leite” e afastando a elite política paulista do poder federal. Vargas passou a governar por decretos, centralizou as decisões políticas e nomeou “interventores” para comandar os estados, gerando grande insatisfação popular e clamor por uma nova Constituição e por eleições democráticas. A tensão atingiu o ápice em 23 de maio de 1932, durante um protesto na Praça da República, na capital paulista. Integrantes do Partido Popular Paulista (partidários de Vargas) entraram em confronto com manifestantes. Quatro jovens estudantes foram mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes formaram a sigla “MMDC”, que se tornou o grande símbolo cívico e de resistência do movimento. Diante da comoção, no dia 9 de julho de 1932, a população e as forças públicas paulistas pegaram em armas contra as tropas federais. São Paulo lutou praticamente isolado no maior conflito militar do Brasil no século XX. Apesar dos esforços e dos cerca de 40.000 voluntários, o estado foi derrotado militarmente após três meses de intensos combates, culminando na rendição em 2 de outubro de 1932.
LEGENDA – Cartazes do período da revolução constitucionalista de 1932 com três meses de combate
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