13 de fevereiro de 2026
CARNAVAL NO VAREJO – Impostos elevam produtos do Carnaval, diz dirigente da Acim

A vice-presidente da diretoria executiva da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Valéria Cristina Tamião de Oliveira, considerou abusiva a carga tributária em produtos específicos para o Carnaval. Segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base em dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) para o Impostômetro, a carga tributária de itens típicos do Carnaval, como máscaras e fantasias, supera os 40%. “Isto faz com que o comerciante fique com a menor parte e o consumidor pague um valor muito elevado”, disse a dirigente indignada com os porcentuais elevados de cada produto procurado nesta época do ano no varejo em geral. “Do preço de uma fantasia de tecido, por exemplo, 45,6% são impostos embutidos”, comparou a dirigente ao acrescentar as bebidas alcoólicas, que também aparecem com destaque, sendo o uísque com 56,4% de impostos inseridos no valor final; o chope, por exemplo, atinge 44,3% somente de carga tributária.

Valéria Cristina Tamião de Oliveira comenta que o cenário tributário para os itens de consumo do Carnaval não apresentou oscilações significativas em relação ao último ano, “mantendo os preços pressionados para o consumidor”, fazendo com que o consumidor pague mais do que deveria. “Se o Governo não ficasse com a maior parte, tenho certeza que muitos produtos poderiam ser 50% mais baratos”, disse a dirigente ao reparar na lista apresentada na pesquisa, produtos bem populares como: Óculos de sol (43,91%), Caipirinha à base de aguardente (43,89%), Cachaça (43,86%), Bijuterias 42,43, Cerveja lata (39,07%), Colar havaiano (38,97%) e Pandeiro (36,5%), com porcentuais bem elevados de impostos.

A vice-presidente da diretoria comenta ainda, que a elevada tributação dos produtos típicos do Carnaval deve-se ao sistema tributário brasileiro, que é muito direcionado ao consumo. “No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, a tributação elevada pode ser justificada como uma forma de evitar o consumo excessivo”, disse sem ter muita certeza. “No entanto, não há justificativa aparente para a elevada tributação de produtos como máscaras e fantasias”, falou em tom de surpresa. “A carga tributária brasileira é equivalente à da Grã-Bretanha, sendo que nossa renda por habitante é bastante inferior à dos países desenvolvidos”, completa Valéria Cristina Tamião de Oliveira ao fazer o alerta aos consumidores dos motivos dos preços serem elevados neste Carnaval.

As lojas do comércio de Marília abrirão normalmente no sábado, dia 14 (até às 17 horas), e na segunda-feira, dia 16, também das 9 às 18 horas. Terça-feira, dia 17, apesar do Carnaval, não é feriado e nem ponto facultativo. Quem quiser abrir poderá abrir, desde que se respeite a Convenção Coletiva de Trabalho, porém, dia 18, a quarta-feira de cinzas, é uma data religiosa em que se torna um ponto facultativo, ou seja, abre e fecha quem quiser. “O funcionamento das lojas na quarta-feira, dia 18, será às 12 às 18 horas”, avisou Valéria Cristina Tamião de Oliveira ao observar o calendário de funcionamento especial das lojas do comércio de Marília, que estão à disposição, gratuitamente, de qualquer interessado, na sede da entidade.

LEGENDA – Valéria Cristina Tamião de Oliveira, vice-presidente da associação comercial, fala, com surpresa, da carga tributária nos produtos do Carnaval

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