
Participando de encontro entre dirigentes da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), o vice-presidente da instituição, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, disse que a estratégia da federação é o de evitar que a proposta seja votada de forma precipitada no Congresso Nacional. “A ideia é que todos os setores envolvidos participem da discussão, permitindo uma avaliação mais aprofundada das consequências econômicas e sociais da medida”, disse o dirigente que representa 19 associações comerciais da região centro-oeste do interior do Estado de São Paulo. “O tema exige um debate mais amplo e técnico, com análise dos impactos sobre micro, pequenas e médias empresas e sobre o mercado de trabalho”, falou o atual presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília.
Para tratar do tema, Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), se reunirá com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em Brasília. A articulação foi informada no encontro realizado na sede da Facesp, em conjunto com os integrantes dos Conselhos Superior e Diretor da Facesp, realizada na sede da Federação, na capital paulista. “Nossa estratégia é clara: este projeto do fim da jornada 6×1 não pode ser colocado em votação neste momento, porque o debate está contaminado pela busca de votos e pelo populismo. É fundamental ouvir os pequenos negócios e quem efetivamente gera empregos no País”, afirmou Alfredo Cotait Neto, que assumiu recentemente a presidência da Associação Comercial de São Paulo, a maior do Brasil.
Não só a Jornada de Trabalho é preocupação dos dirigentes. Durante a reunião com o presidente da Câmara, Alfredo Cotait Neto também pretende tratar de outros dois temas considerados prioritários pelo sistema associativista: a proteção do Simples Nacional no processo de regulamentação da reforma tributária e a tramitação do projeto que institui o voto distrital, com proposta de implementação nas eleições de 2030. “São assuntos de grandes interesses das associações comerciais em que estamos muito bem representados pela Facesp, CACB e pela ACSP”, disse Carlos Francisco Bitencourt Jorge que se mostrou animado com os avanços conseguidos.
Durante a reunião dos conselhos da Facesp, o conselheiro Guilherme Afif Domingos destacou a importância da mobilização da sociedade civil organizada e do sistema associativista diante do atual cenário político. “Não somos revolucionários, mas evolucionários. Precisamos assumir o protagonismo que nos cabe e trabalhar para melhorar o cenário político-administrativo do Brasil. Caso contrário, corremos o risco de retrocessos importantes, inclusive em relação ao Simples Nacional”, afirmou. Guilherme Afif Domingos ressaltou que as Associações Comerciais devem manter posicionamento político, sem vínculo partidário, sempre em defesa das pautas relacionadas ao empreendedorismo e à livre iniciativa. “A Facesp e cada Associação Comercial precisam estruturar um plano para apoiar a eleição de deputados comprometidos com o sistema associativista”, disse. Já o conselheiro da Facesp, Marco Bertaiolli, destacou que o fortalecimento institucional das Associações Comerciais depende de modernização e capacidade de adaptação. “Nossa rede exige agilidade, modernidade e criatividade para superar obstáculos sem comprometer conquistas já estabelecidas”, afirmou.
LEGENDA – Reunião em São Paulo, na sede da Facesp, toma posicionamento sobre assuntos de interesses da classe empreendedora
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