
O vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Carlos Francisco Bitencourt Jorge, e conselheiro da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) se mostrou preocupado e indignado diante da forma como vem sendo conduzido o processo do debate da possível alteração da jornada de trabalho. Segundo o dirigente paulista trata-se de uma mudança de impacto estrutural sobre a economia, capaz de influenciar custos operacionais, produtividade, competitividade, aumento dos preços e, sobretudo, a liberdade econômica e a estabilidade das empresas que sustam milhões de empregos no país. “Infelizmente os representantes da classe empreendedora não foram convidados efetivamente a participar e ser ouvido nessa discussão tão sensível”, disse o dirigente regional ao lembrar dos empreendedores responsáveis pela geração de renda e pelo dinamismo econômico em todas as regiões do País.
Carlos Francisco Bitencourt Jorge não admite que decisões dessa amplitude sejam encaminhadas sem o devido diálogo com quem vive diariamente os desafios de empreender. “Excluir o segmento responsável por movimentar a atividade econômica é um gesto que mina a confiança, compromete a previsibilidade e fragiliza o ambiente de negócios, elementos essenciais para o crescimento sustentável”, disse ao conversar sobre o assunto com o presidente da Facesp e da CACB, Alfredo Cotait Neto. “A CACB, a Facesp e todo o sistema associativista – legítimo representante da classe empreendedora e das micro e pequena empresa, responsável por 7 a cada dez empregos criados no País – repudia a condução deste processo e enfatiza que qualquer mudança, que afete profundamente o mercado de trabalho, deve ser construída de maneira responsável, transparente e plural”, disse o presidente da federação e da confederação das associações comerciais.
Alfredo Cotait Neto afirma que a ausência de diálogo não apenas empobrece o debate, mas coloca em risco a própria eficácia das medidas que se pretende implementar. “Reafirmamos a disposição para contribuir com dados, evidências e propostas que conciliem proteção ao trabalhador, competitividade das empresas e desenvolvimento do país. Mas é indispensável que haja abertura institucional e respeito às instâncias representativas da economia real”, falou o dirigente paulista e nacional. “O Brasil precisa de seriedade na formulação de políticas públicas, não de decisões precipitadas. Precisa de estabilidade, não de incerteza. E precisa, sobretudo, de um governo que compreenda que ouvir quem produz é condição básica para qualquer avanço duradouro”, defendeu Alfredo Cotait Neto que pretende ampliar a discussão nas bases.
O dirigente da federação e da confederação se baseia no fato de que o Estado de São Paulo criou mais de 500 mil vagas de emprego com carteira assinada nos primeiros 10 meses deste ano. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado de 12 meses (de novembro de 2024 a outubro de 2025), foram 348 mil oportunidades. Só no mês de outubro, o saldo foi de 18,5 mil novos postos de trabalho. Em todos os períodos, houve crescimento na criação de vagas de emprego no estado: 0,12% em outubro, 3,51% no acumulado do ano e 2,4% no acumulado de 12 meses. Além disso, o estado criou 21,7% do total de vagas com carteira assinada do país em outubro, 28% do total nos primeiros 10 meses e 26% em 12 meses. “Assim, São Paulo se consolida como a unidade da Federação que tem maior saldo de vagas do país”, disse Alfredo Cotait Neto. “Por isso, precisamos ser ouvidos”, defendeu.
LEGENDA – Carlos Francisco Bitencourt Jorge, da associação comercial, Facesp e CACB, fala sobre a jornada de trabalho
LEGENDA/FOTO – ARQUIVO: Carlos 161225
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